e não autorizava que alvejassem Heitor com dardos amargos,
não alcançasse outro a glória, vindo ele como segundo.
Mas quando pela quarta vez chegaram às nascentes,
foi então que o Pai levantou a balança de ouro,
e nela colocou os dois destinos da morte irreversível:
o de Aquiles e o de Heitor domador de cavalos.
Pegou na balança pelo meio: desceu o dia fadado de Heitor
e partiu para o Hades. E Febo Apolo abandonou-o.
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λαοῖσιν δ᾽ ἀνένευε καρήατι δῖος Ἀχιλλεύς,
οὐδ᾽ ἔα ἱέμεναι ἐπὶ Ἕκτορι πικρὰ βέλεμνα,
μή τις κῦδος ἄροιτο βαλών, ὃ δὲ δεύτερος ἔλθοι.
ἀλλ᾽ ὅτε δὴ τὸ τέταρτον ἐπὶ κρουνοὺς ἀφίκοντο,
καὶ τότε δὴ χρύσεια πατὴρ ἐτίταινε τάλαντα,
ἐν δ᾽ ἐτίθει δύο κῆρε τανηλεγέος θανάτοιο,
τὴν μὲν Ἀχιλλῆος, τὴν δ᾽ Ἕκτορος ἱπποδάμοιο,
ἕλκε δὲ μέσσα λαβών: ῥέπε δ᾽ Ἕκτορος αἴσιμον ἦμαρ,
ᾤχετο δ᾽ εἰς Ἀΐδαο, λίπεν δέ ἑ Φοῖβος Ἀπόλλων.
Homero, Ilíada XXII.205 -213
Tradução de Frederico Lourenço, Livros Cotovia, 2005
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